Um grande escândalo explodiu na comunidade de esportes eletrônicos após o lançamento do novo mapa Toyland no jogo FragPunk, publicado pelo gigante chinês NetEase. De acordo com muitos jogadores e analistas, seu layout é quase uma cópia idêntica do icônico mapa Inferno de Counter-Strike 2.
Uma nova onda de controvérsia na comunidade de Counter-Strike
A questão foi apontada pela primeira vez pelo conhecido insider e criador de conteúdo Gabe Follower, que publicou comparações de mapas nas redes sociais. O vídeo mostra que passagens-chave, arcos, a “banana” e a localização dos bombsites replicam completamente o design de CS2.
A week ago, devs of FragPunk released a new map called Toyland, which is a ONE TO ONE copy of CS2's Inferno. I hope Valve considers taking legal action, cause the fact that they're taking down community's 100% free passion projects but allowing a huge chinese publisher NetEase to… pic.twitter.com/bY4b1ffNVb
— Gabe Follower (@gabefollower) August 27, 2025
O aspecto legal
Logo em seguida, surgiu uma discussão na comunidade: a Valve teria mesmo base legal para processar?
- Os céticos argumentam que as chances são pequenas. O mapa de FragPunk utiliza seus próprios elementos visuais e texturas, o que significa que, tecnicamente, nenhum asset foi roubado. “A Valve não vencerá um processo a menos que Inferno tenha uma marca registrada”, escreveu o usuário Chizuru the Deaf Gamer.
- Os defensores de uma ação judicial insistem que o design dos níveis também deve ser considerado propriedade intelectual. “Imagine se outro estúdio pegasse Nuketown de Call of Duty e o inserisse em seu próprio jogo. Isso é uma violação óbvia”, respondeu Gabe Follower.
O debate sobre o duplo padrão da Valve
No centro da discussão está a própria política da Valve. A empresa foi frequentemente acusada de adotar dois pesos e duas medidas: mods e projetos criados por fãs baseados em Counter-Strike (como CS: Classic Offensive ou remakes comunitários de mapas antigos) são frequentemente encerrados por “violação de direitos autorais”, enquanto grandes corporações parecem sofrer muito menos pressão.
Gabe Follower esclareceu: a Valve não entrará abertamente em conflito com outra grande publicadora. Mas, nesse caso, precisa ser consistente: ou para de eliminar projetos da comunidade pelos mesmos motivos, ou leva o processo até o fim. Caso contrário, é apenas hipocrisia corporativa.
A ironia da história: Inferno foi originalmente um mapa da comunidade
Outro argumento incendiou ainda mais o debate: a primeira versão de Inferno foi criada pela comunidade na era do CS 1.6 e mais tarde integrada oficialmente ao jogo da Valve.
Não é irônico? O próprio Inferno já foi um mapa comunitário, e agora há uma disputa sobre seus direitos autorais, observou o usuário Meaty.
Esse fato torna a situação ainda mais complicada: se o mapa nasceu da criatividade da comunidade, a Valve realmente tem o monopólio sobre seu layout?
Reação da comunidade: “é literalmente uma cópia”
A maioria dos jogadores concorda que Toyland é demasiadamente semelhante a Inferno.
- Ratte: “É literalmente idêntico.”
- UPDOG: “Não exatamente 1:1 — visualmente diferente, mas o layout é o mesmo. Se um processo teria validade é outra questão.”
- Lucas: “Mano, que diabos é isso?..”
Esses comentários refletem tanto o choque dos fãs quanto as dúvidas sobre as reais perspectivas de uma ação judicial.
E agora?
Até o momento, a Valve não comentou oficialmente a situação. A questão em aberto é se a empresa ousará entrar em conflito com a NetEase — uma poderosa publicadora com grande influência no mercado asiático.
O escândalo de Toyland levantou, de uma só vez, várias questões críticas:
- os direitos autorais sobre mapas de jogos,
- o duplo padrão no tratamento de fãs em comparação com corporações,
- o papel histórico da comunidade no desenvolvimento de Counter-Strike.
Uma coisa é certa: mesmo que não haja processo, este caso se tornará um precedente no debate contínuo sobre os limites da criatividade dos fãs e a cópia comercial na indústria de videogames.